09/03
Vídeogame ajuda a emagrecer e se recuperar de lesões

Uma notícia boa para quem precisa fazer reabilitação, fisioterapia ou quer emagrecer. É a gameterapia. Os profissionais da área dizem que dá para fazer tudo isso brincando. A recuperação e o exercício físico ficam muito mais divertidos, assim o tratamento funciona bem melhor. Os jogos eletrônicos que já foram considerados vilões da forma física, agora viraram aliados de quem procura melhorar o condicionamento.

A psicopedagoga Ana Cristina Gândara chega para mais uma sessão de fisioterapia. Mas na sala, só há uma TV e um jogo de videogame. Ana sofreu uma fratura na coluna quando era adolescente. Hoje, aos 38 anos, ainda precisa de fisioterapia para melhorar o equilíbrio. Encontrou no vídeo game uma forma divertida de se superar. Nos jogos de corda bamba ou de corrida, cada objetivo alcançado merece comemoração.

“É muito legal, porque você usa o raciocínio junto com a força física e o equilíbrio, assim acaba desenvolvendo essa dinâmica“, comenta a psicopedagoga.

A utilização dos games como terapia começou no Canadá, há dois anos, e os resultados por lá são animadores. Agora a novidade chega às clinicas de fisioterapia no Brasil.

“Sai do estresse cotidiano, volta a ser criança e isso para a reabilitação é muito importante, porque o paciente volta a ser criança e resgata os movimentos que se fazia na infância“, explica a fisioterapeuta Camila Argueles da Silva.

Mas o uso dos jogos interativos vai além da reabilitação. Que tal queimar calorias se divertindo? A gameterapia tem conquistado até quem não gosta muito de fazer exercícios físicos. É o caso da estudante Lívia Penariol, que não conseguia se adaptar a nenhuma atividade. "Fiz natação, musculação, ginástica, mas todas, eu parei antes do meu objetivo ser realizado", diz.

Foi na frente do vídeo game que ela pegou gosto pelo exercício. No jogo, ou melhor, na aula, Lívia se transforma em uma boneca que tem que rebolar para ganhar pontos. “Isso ai, eu acredito que seja mais motivador, que mais queima calorias, porque em uma duração de cinco, seis minutos já perde quase umas 60, 70 calorias”, contabiliza o professor José Roberto Morano Júnior.

A dona de casa Nilce Estival Favarón também não gostava de se mexer. Aos 54 anos, descobriu os poderes do brinquedo favorito dos netos. A vovó vira um pássaro no jogo e, sem perceber, já está quase levantando voo. “Parece que você está voando mesmo. Daí é muito bom, meus netos também gostam, eu estou aprendendo com eles, me divertindo e fazendo exercícios, o que é importante”, fala Nilce.

O equipamento pode ser usado em casa, mas é fundamental ter a orientação médica para o sucesso do tratamento. Só assim é possível saber a quantidade certa de sessões e evitar que os movimentos provoquem novas lesões.

Fonte: Bom Dia Brasil