ARTIGO
Influências das Variáveis Neonatais Sobre o Desempenho Motor de Recém Nascidos Pré-Termo Submetidos à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal
Introdução
Nas últimas décadas, o avanço da terapia intensiva neonatal com o advento do surfactante exógeno e do progresso da ventilação mecânica, tem propiciado o aumento da sobrevivência de recém-nascidos pré-termos. Entretanto, paralelamente a este aumento houve um crescimento da ocorrência de complicações clínicas que, muitas vezes, podem influenciar o desenvolvimento neuropsicomotor desta população 1, 2, 3, 4, 5.
Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS6, recém-nascidos com idade gestacional (IG) inferior a 37 semanas são considerados pré-termo ou prematuros (RNPT)7. Dentre estes os que apresentam IG inferior a 32 semanas e peso ao nascer (PN) inferior a 1500g constituem o grupo de maior rico para apresentar atraso motor, tal condição está associada a sua imaturidade anatômica e fisiológica, além da grande incidência de más formações8 que se reflete na maior vulnerabilidade a apresentar morbidades, como: persistência do canal arterial (PCA), complicações respiratórias e metabólicas, processos infecciosos, asfixia perinatal e hemorragia periventricular. 9, 10, 11, 12,13, 14.
Apesar dos avanços tecnológicos, as unidades de cuidados intensivos, ainda não é um ambiente confortável para o bebê. A longa permanência hospitalar, muitas vezes, obriga o recém nascido a interagir com uma sobrecarga de eventos que podem resultar em estresse, repercutindo negativamente no seu desenvolvimento15.
Avaliar e interpretar o desenvolvimento motor do RNPT é complexo, pois cada recém nascido é diferente e suas aquisições motoras sofrem influência de inúmeros fatores ambientais e genéticos que podem alterar ou modificar o seu desenvolvimento motor. Dessa forma, as avaliações baseadas apenas na impressão clínica tornam-se ineficientes, sendo necessário o uso de escalas confiáveis com comprovada sensibilidade e especificidade16, 17.
Considerando a importância da utilização de um instrumento de avaliação apropriado para crianças consideradas de risco, merece destaque o Test of Infant Motor Performance (TIMP) que mensura o controle postural e de movimentos seletivos18 identificando atraso ou déficit motor, onde auxilia o planejamento de metas de intervenção nessas crianças. A utilização desse instrumento está indicada para lactentes nascidos pré-termo, da 34ª semana de idade pós-concepcional até o 4o mês de idade corrigida e lactentes a termo até o quarto mês 19.
Assim, a investigação dos desvios do desenvolvimento depende da identificação precoce dos fatores de riscos, que consistirá na base para a elaboração de propostas fisioterapêutica na UTIN , visto que nos primeiros anos de vida existe uma maoir plasticidade cerebral, o que possibilita a otimização de ganhos e minimiza os prejuízos neste desenvolvimento. O objetivo deste estudo foi avaliar as variáveis neonatais que influenciam no desempenho motor atípico, segundo o Test of Infant Motor Performance, em recém-nascidos pré-termos submetidos à UTIN.
Materiais e Métodos
O estudo foi de caráter transversal, observacional, constituído por uma amostra de conveniência de recém nascidos pré-termo avaliados entre 38 a 39 semanas e 6 dias de idade pós-concepcional, nascidos no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP.
A presente pesquisa é um subprojeto da Dissertação do Mestrado do Programa de Pós-Graduação IMIP, intitulada “Perfil do desempenho motor de recém nascidos pré-termo nascidos no IMIP, de acordo com o Test of infant motor performance”, e possui aprovação do Comitê de Ética de Pesquisa em seres humanos do IMIP, protocolo nº 1330.
Foram incluídos neste estudo lactentes pré-termo nascidos na maternidade do IMIP, internados ou não no hospital no dia da avaliação motora, porém que estiveram internados na Unidade de terapia intensiva neonatal – UTIN. Excluídos os recém nascidos com diagnóstico de síndromes genéticas, doenças progressivas, malformações do Sistema Nervoso Central - SNC, lesões do sistema nervoso periférico, patologias ortopédicas que necessitassem de cirurgia e/ou imobilização, além dos que tivessem sido submetidos a qualquer estimulação ou tratamento que pudesse comprometer a avaliação do TIMP ou influenciar nas respostas motoras dos bebês.
A coleta de dados ocorreu no período de dezembro de 2008 a abril de 2009 e foi realizada por pesquisadores treinados que foram divididos em dois grupos: um responsável pelo recrutamento e coleta dos dados dos lactentes e outro responsável pela avaliação motora.
O recrutamento dos participantes foi feito por meio de visitas diárias à Unidade Neonatal do IMIP. Pais ou responsáveis legais das crianças que preenchiam os critérios de elegibilidade recebiam informações sobre os objetivos da pesquisa e eram convidados a participar. Após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, procedia-se o agendamento da avaliação motora em uma data na qual o lactente atingisse a idade pós-concepcional entre 38 a 39 semanas e 6 dias. Além disso, dados do bebê (IG, PN, sexo, escore de Apgar, complicações clínicas, tempo de internação hospitalar, tempo de permanência na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e período de utilização da ventilação mecânica) eram obtidos a partir do prontuário e complementados por meio de entrevista com o responsável e registrado em formulário padronizado.
O segundo grupo de pesquisadores, responsável pela avaliação motora, era composto por 2 fisioterapeutas capacitadas mediante material padronizado do TIMP. Esta avaliação realizou-se de forma cega, ou seja, sem o conhecimento das informações contidas no formulário. Este grupo aplicava a ficha de avaliação do TIMP, seguindo as recomendações e materiais padronizados do manual de instruções (Versão 4.0- 2005 – LLC - Chicago – USA)19, classificando o desempenho motor do lactente em típico e atípico. Além de identificar a localização do lactente no momento da avaliação motora, podendo este estar hospitalizado (UTIN ou Unidade Mãe-Canguru) ou de alta hospitalar, sendo acompanhado no ambulatório de egresso do IMIP.
Na avaliação motora as crianças eram examinadas em uma superfície macia com o mínimo de roupas, porém com cuidados para evitar hipotermia. O teste foi iniciado 90 minutos após a amamentação com o lactente no estado, descritos por Brazelton20, 3, 4 ou 5 (leve sonolência, alerta com pouca atividade e alerta com atividade, respectivamente). Se a criança apresentava sono, fome, fadiga ou choro por mais que 12 segundos, o teste era interrompido e uma segunda sessão, no prazo de 24 horas, avaliava os demais itens. Todos os participantes tiveram suas avaliações filmadas para que a confirmação dos resultados pudesse ser posteriormente realizada.
O TIMP foi desenvolvido especificamente para mensurar o controle postural e seletivo dos movimentos das crianças, numa variedade de posições no espaço necessárias para o desenvolvimento. Este teste é dividido em duas sub-escalas, observacional e de resposta, onde através do somatório dos resultados destas sub-escalas obtêm a pontuação final ou escore bruto final pode variar de 0 a 142 pontos. A partir desse escore bruto final (Raw Score) ou Rscore obteve-se Zscore ou escore de desvio padrão, ao compará-lo à tabela de padrões de desempenho motor do TIMP19.
No presente estudo, em cada avaliação a ser realizada, foi calculado o Rscore e Z-score específicos de cada RN. Sendo considerado como ponto de corte do Z-score < - 0,5 DP para o diagnóstico de desempenho motor atípico, equivalendo-se a um Rscore entre 46 e 53.
Realizou-se a análise descritiva dos dados, tendo-se calculado as médias e desvios-padrão das variáveis contínuas e a distribuição de freqüência e percentuais das variáveis categóricas. Para verificar se houve diferença estatística entre as variáveis quantitativas utilizou-se o Teste t Student e para verificar a existência da associação do desempenho motor com características dos lactentes, foi utilizado o Teste qui-quadrado ou o Teste Exato de Fisher para as variáveis categóricas. Todos os testes foram aplicados com 95% de confiança considerado como significância p<0,05. A análise dos dados foi efetuada pelo software SPSS 13.0 E O Excel 2003.
Resultados
Dos 130 recém-nascidos avaliados, 73 (56,2%) eram do sexo masculino, a média da idade gestacional foi de 32,48 semanas, a média do peso ao nascer foi de 1538g. e o período médio de permanência na UTIN foi de 20,81 dias .
A Figura 1 mostra o desempenho motor segundo o Rscore de todos os lactentes avaliados, destes 36 foram diagnosticados com desempenho motor atípico, de acordo com o Rscore variando entre 46- 53 ( Zscore < -0,5DP). (Tabela 1).

Em relação à comparação dos grupos com desempenho motor típico e atípico, a Tabela 1 mostra as variáveis dos RNPT estudados. Revelando que apenas o Apgar 5º minuto não se mostrou estatisticamente significante para o risco de alteração no desenvolvimento motor.
Tabela1: Comparação das variáveis quantitativas dos RNPT com o desempenho motor típico e atípico. IMIP, 2009.
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|
Grupos |
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Características |
Desempenho motor |
valor de p |
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|
|
Atípico = 36 |
Típico = 94 |
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|
Média±DP |
Média±DP |
|
|
|
IG (s) |
32,81±2,58 |
31,68±3,15 |
0,037 |
|
|
PN (g) |
1669±435 |
1407±456 |
0,002 |
|
|
Apgar 1º |
7,8±0,83 |
8,2±0,98 |
0,021 |
|
|
Apgar 5º |
8,66±0,98 |
8,59±1,25 |
0,736 |
|
|
Tempo de UTIN |
17±16 |
29±22 |
0,0008 |
|
|
Rscore |
60,89±4,84 |
48,21±4,26 |
<0,0001 |
|
|
Zscore |
0,06±0,35 |
-0,84±0,30 |
<0,0001 |
|
| IG= Idade Gestacional; PN= Peso ao Nascimento de lactentes; g=gramas; s= semanas; UTIN=Unidade de Terapia Intensiva Neonatal |
||||
A análise da associação entre o desempenho motor e as características do RNPT,revelou que o peso ao nascer, o local da avaliação, o tempo de permanência na UTIN>20 dias e período de utilização da VM >10 dias estiveram estatisticamente associados ao desfecho.
Tabela 2: Associação entre o desempenho motor e características dos RNPT. IMIP, 2009.
Características |
Desempenho motor |
valor de p |
|
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|
Atípico (%) |
Típico (%) |
|
|
|
N = 36 |
N = 94 |
|
|
Sexo |
|
|
|
|
Feminino |
18(31,6) |
39(68,4) |
|
|
Masculino |
18(24,7) |
55(75,3) |
0,498 |
|
Idade Gestacional |
|
|
|
|
>32 semanas |
14(65,9) |
27(34,1) |
|
|
<32 semanas |
22(24,7) |
67(75,3) |
0, 365 |
|
Peso ao nascer |
|
|
|
|
< 1500g |
13(17,8) |
60(82,2) |
|
|
> 1500g |
23(40,4) |
34(59,6) |
0,007 |
|
|
|
|
|
|
Apgar no 1º min |
|
|
|
|
≥ 5 |
5(33,3) |
10(66,7) |
|
|
<5 |
29(25,9) |
83(74,1) |
0,369 |
|
Apgar no 5º min |
|
|
|
|
≥ 7 |
1(25,0) |
3(75,0) |
|
|
<7 |
35(27,8) |
91(72,2) |
0,693 |
|
Localização na avaliação motora |
|
|
|
|
Alta hospitalar |
15(16,0) |
79(84,0) |
|
|
Hospitalizado |
28(52,8) |
25(47,2) |
0,0001 |
|
Tempo de internação na UTI |
|
|
|
|
≤ 20 dias |
16(19,0) |
68(81,0) |
|
|
> 20 dias |
20(43,5) |
26(56,5) |
0,005 |
|
Uso da VM |
|
|
|
|
Sim |
28(34,6) |
53(65,4) |
|
|
Não |
8(16,3) |
41(83,7) |
0,04 |
|
Tipo da VM |
|
|
|
|
VNI |
8(40,0) |
12(60,0) |
|
|
VI |
20(32,8) |
41(67,2) |
0,75 |
| N= numero de recém-nascidos; Min= minutos; VM= Ventilação Mecânica; VNI= Ventilação não Invasiva; VI= Ventilação Invasiva | |||
.
Quanto à relação do desempenho motor e as complicações clínicas registradas no período pós natal, as que se apresentaram significativamente associadas ao desempenho motor atípico foram síndrome do desconforto respiratório (SDR) e a anemia (Tabela 3).
Tabela 3: Associação entre o desempenho motor e complicações clínicas dos lactentes. IMIP, 2009.
Características |
Desempenho motor |
valor de p |
||
|
|
Atípico (%) |
Típico (%) |
|
|
|
|
N = 36 |
N = 94 |
|
|
|
SDR |
|
|
||
|
Não |
15(28,8) |
37(71,2) |
||
|
Sim |
21(26,9) |
57(73,1) |
0,001 |
|
|
DBP |
|
|
||
|
Não |
31(26,1) |
88(73,9) |
||
|
Sim |
5(45,5) |
6(54,5) |
0,152 |
|
|
Anemia |
|
|
||
|
Não |
30(25,2) |
89(74,8) |
||
|
Sim |
6(54,5) |
5(45,5) |
0,047 |
|
|
Septicemia |
|
|
||
|
Não |
21(24,7) |
64(75,3) |
||
|
Sim |
15(33,3) |
30(66,7) |
0,401 |
|
|
Meningite |
|
|
||
|
Não |
31(26,3) |
87(73,7) |
||
|
Sim |
5(41,7) |
7(58,3) |
0,208 |
|
|
Aspiração Mecônio |
|
|
|
|
|
Não |
35(28,0) |
90(72,0) |
|
|
|
Sim |
1(20,0) |
4(80,0) |
0,575 |
|
| N= número de recém-nascidos SRD = Síndrome do desconforto respiratório; DBP=Displasia broncopulmonar | ||||
Discussão
O presente estudo avaliou as características neonatais que influenciaram o desempenho motor dos 130 RNPTs submetidos à terapia intensiva neonatal. Avaliar e interpretar o desenvolvimento motor de um RNPT é complexo, como também é fundamental para a detecção precoce de um possível atraso motor e de uma intervenção motora mais eficaz21,22, 23, 24.
Vários estudos clínicos demonstram que, lactentes que nascem com menos de 37 semanas de gestação e com peso abaixo de 2.000g estão em maior risco para alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, em virtude da imaturidade do SNC e da presença de complicações clínicas24,25,26. Em nosso estudo, 36 RNPT avaliados pelo TIMP foram diagnosticados com desenvolvimento motor atípicos, de acordo com as respostas motoras, o grau da prematuridade e com as complicações clínicas apresentados, corroborando os estudos apresentados na literatura16, 21, 24,26.
Na amostra estudada, os RNPT que foram submetidos a um período prolongado de internação na UTIN apresentaram maior percentual de desempenho motor atípico. Considerando a prematuridade como fator de risco biológico para o atraso do desenvolvimento motor, é importante desatacar que a realização de procedimentos clínicos na UTIN e cuidados como oxigenoterapia, entubação orotraqueal, reposição de surfactante, uso de sonda orogástrica para alimentação27, 28 dentre outros, aliada aos contínuos estímulos ambientais, como manuseios constantes, manipulações dolorosas, excessiva luminosidade e ruídos, ocasionam dano neurológico nos RNPT, aumentando as chances de alterações neurológicas secundárias às agressões do meio externo28, 29. Esta análise demonstra que a imaturidade dos sistemas orgânicos, a ausência de estímulos adequados e o ambiente desfavorável, contribuem para aumentar os prejuízos para o desenvolvimento da criança, como no desfecho observado.
Além da vulnerabilidade orgânica dos lactentes do presente estudo, a utilização da ventilação mecânica a longo prazo e elevado período de internação na UTIN, tendem a promover infecções secundárias, efeitos deletérios do oxigênio e barotrauma como também, limitar a posição dentro da incubadora, causando atraso motor30. Esse atraso no desenvolvimento é agravado pela falta da experiência de movimentos, muitas vezes determinado pela necessidade de sedação, ou devido à hipotonia extrema causada pela sua condição clínica, que está diretamente relacionada à menor idade gestacional e baixo peso que o recém-nascido apresenta, concordando com os achados do presente estudo 28.
No que se refere aos resultados observados nas diversas complicações neonatais, destaca-se neste estudo que 26,9% dos RNPT classificados como desempenho motor atípico apresentaram síndrome do desconforto respiratório(SDR) e 54,5% a anemia após o nascimento. Esse achado está relacionado com o estudo de Rodriguez 31, mostrando que a SDR está relacionada às necessidades calóricas diárias elevadas em função do catabolismo intenso, provocando redução de cicatrização da lesão pulmonar e fraqueza muscular, que se não tratadas a tempo, traz sequelas graves como atraso no desenvolvimento global da infância.
Por outro lado, há evidências de que crianças com anemia ferropriva estão mais sujeitas a apresentarem alterações do desenvolvimento neuropsicomotor a curto e longo prazo 32. E vários dados relatam que crianças são mais susceptíveis a deficiência de ferro por apresentarem alterações das estruturas e/ou função do sistema nervoso central, enquanto outros sugerem esse comprometimento como conseqüência de alterações comportamentais na infância 28, 31,32.
Quanto ao local da avaliação motora, os lactentes internados sofrem influência do ambiente hospitalar quando comparados com os que realizaram o teste após a alta. Este resultado está de acordo com a literatura 33, 34,35, a qual ressalta que o potencial de estresse das práticas diárias no cuidado com os RNPTs, estaria associado a problemas cognitivos e neurocomportamentais principalmente para aquelas crianças de alto risco decorrente das complicações da prematuridade 36,37.
Quanto àqueles avaliados após a alta hospitalar, supõem que o ambiente age como facilitador do desenvolvimento normal devido à maior exploração e interação com o meio38, 39.
Conclusão
Pelo exposto acima podemos supor que o a imaturidade dos sistemas orgânicos apresentada pelos RNPT somada ao baixo peso ao nascer, à baixa idade gestacional e a ausência de estímulos prazerosos dificultam o crescimento e adaptação neurosensorial durante o período de internação em unidade de cuidados intensivos. A principal contribuição trazida pela pesquisa realizada demonstra a importância de avaliar e acompanhar as características específicas dos RNPT submetidos à UTIN a fim de possibilitar a intervenção precoce, quando necessária visando à minimização dos prejuízos neste desenvolvimento.
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